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Macapá, AP, Brazil
Letícia Gardênia é psicóloga pela universidade Católica de Petrópolis e educadora com formação em terapias expressivas (arteterapia) com abordagem Junguiana, pela Clinica POMAR- Rj. Experiência em projetos (Pirilampo, Arte para a vida e Instituto Yolanda Duarte) nas áreas social, artística e educacional. Atendimento clínico - grupos de arte terapia – grupos de estudo

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Criatividade e Inteligência

Como desenvolver minha criatividade?
A criatividade envolve a transformação de nossos talentos, conhecimentos e visão em uma nova realidade externa original e valiosa. É a habilidade de combinar elementos existentes, conceitos, técnicas, objetos e materiais, para gerar novas idéias e soluções para os desafios e problemas de nosso dia-a-dia. Por exemplo, Gutenberg combinou a prensa de uvas e os moldes de cunhar moedas para produzir sua impressora. Do esmagamento de uvas ele isolou e extraiu o conceito “prensa”; da cunhagem de moedas extraiu o conceito “gravação”; combinou-os e os transferiu para a impressão de livros.
Esta habilidade pode ser desenvolvida. Para tanto, devemos estar cientes de que ela resulta da combinação de vários fatores internos e externos ao indivíduo:
1. As características individuais como: Personalidade – a disposição para correr riscos; Temperamento – a capacidade de enfrentar críticas e incompreensão e persistir em seus planos; Motivação – o firme desejo de fazer algo diferente, ignorar a multidão e explorar novos caminhos, profundamente e sem restrições; Habilidades Mentais – os talentos e as inclinações naturais que definem nossas habilidades de produzir valor.
2. Harmonia entre seu trabalho e suas habilidades intelectuais: acerto na escolha de um campo de atividades que lhe ofereça a oportunidade de exercer plenamente seus talentos e inclinações.
3. Competência profissional: o domínio dos conhecimentos necessários ao pleno exercício de suas atividades. Contudo, não se deve ignorar que muitas soluções criativas são resultantes da combinação de conceitos e conhecimentos de diferentes campos de atividades. Escapar dos estreitos limites de sua especialização pode ampliar significativamente sua capacidade criativa.
4. Ambiente de trabalho que estimula a procura de novas idéias, valoriza as contribuições para criação de novos processos e produtos e combate todas as formas de bloqueios à criatividade.
5. O conhecimento do processo criativo: como funciona e quais as suas etapas, que obstáculos podem bloquear nossa mente e que técnicas podemos usar para superá-los.
Habilidades mentais – O conceito de múltiplas inteligências
Creio que a condição mais importante para o desenvolvimento de nossa capacidade criativa seja a compatibilidade entre nossas habilidades mentais e nossas atividades. Só podemos nos tornar criativos quando há harmonia entre nosso trabalho, nossos talentos e nossas competências pessoais.
A verdadeira criatividade é impossível sem alguma medida de paixão. O melhor modo de ajudar as pessoas a maximizar seu potencial criativo é permitir que elas façam algo que amam.
Teresa M. Amabile: Creativity in Context
As habilidades mentais resultam do nosso perfil de inteligência e expressam a capacidade de raciocinar, compreender idéias, resolver problemas e aprender. A visão tradicional de inteligência tem sido fortemente desafiada nos últimos anos, especialmente pela Teoria de Múltiplas Inteligências de Howard Gardner. Segundo Gardner, ao invés de haver um único tipo de inteligência, as pessoas são vistas como possuidoras de um conjunto de tipos de inteligências relativamente independentes. Esta teoria explica as diferenças de habilidades entre as pessoas para lidar com assuntos distintos como matemática, música, comunicação verbal ou escrita. Em seus estudos, Gardner identificou nove tipos de inteligências:
Lógica: Habilidade de pensar logicamente, reconhecer padrões e trabalhar conceitos abstratos. Mais associada ao pensamento científico e matemático. Aqui se encontram os engenheiros, matemáticos e cientistas.
Musical: Capacidade de distinguir sons e de criar, interpretar e apreciar música. São as habilidades apresentadas por compositores, músicos e dançarinos.
Naturalista: Apresentada por aqueles que são talentosos em observar, entender e organizar categorias, especialmente as encontradas na natureza. Inclui naturalistas, botânicos e bibliotecários.
Intrapessoal: Encontrada em pessoas introspectivas e intuitivas. Capacidade de autoconhecimento e de interpretar seus sentimentos, medos e motivações. Exemplos: escritores, psicoterapeutas e conselheiros.
Existencial: Pessoas voltadas para questões fundamentais da existência: Qual o meu papel na família, no trabalho ou na comunidade? Hábeis em relacionar detalhes com o todo, como os filósofos e teólogos.

Espacial: Habilidade de visualizar objetos e dimensões espaciais e de criar imagens internamente. Abrange a sensibilidade a cores, linhas, formas, espaço e as relações que existem entre estes elementos. Compreende também a capacidade de se orientar em grandes espaços como metrópoles, florestas, mares e desertos. Neste grupo estão os escultores, arquitetos, urbanistas e navegantes.
Lingüística: Habilidade para usar palavras e a linguagem verbal e escrita. Habilidade para falar diversos idiomas. Linguagem como meio de guardar e lembrar informações. Aqui estão incluidos escritores, jornalistas, poetas e oradores.
Interpessoal: Habilidade para entender as intenções, desejos e motivações dos outros. Habilidades de comunicação, relacionamento e persuasão. Políticos, religiosos, professores e vendedores.
Cinestésica: O conhecimento do corpo e a habilidade de controlar seus movimentos. Potencial de usar o corpo para dança e esportes, como dançarinos, mímicos e desportistas.
Estas inteligências não são mutuamente excludentes, agem combinadas e se reforçam mutuamente. Cada pessoa apresenta uma combinação única de inteligências em tipos e graus. Esta combinação define as habilidades criativas do indivíduo, isto é, a sua capacidade de lidar com problemas e oportunidades. Algumas pessoas são compositores criativos, mas podem ser um fracasso como atletas ou ter dificuldades para se relacionar com outras pessoas. Há tantas formas de criatividade quantas são as possíveis combinações dos nove tipos de inteligência.
Criatividade e inteligência
A teoria de Gardner traz uma visão nova e esclarecedora sobre a relação entre criatividade e inteligência e como podemos aprimorar nossas habilidades criativas. Podemos considerar que a criatividade resulta não somente do nosso nível de inteligência, mas também do nosso perfil de inteligência e da escolha de um campo de atividade compatível com este perfil. A criatividade floresce quando há paixão pelo trabalho, e somente há paixão quando temos a oportunidade de seguir nossa vocação e aplicar nossos talentos.

Nomofobia

Nomofobia, o medo de ficar sem celular
Bruno Motta



As novas tecnologias tornaram a comunicação entre indivíduos tão fácil quanto o aperto de um ou dois botões. A facilidade de entrar em contato com outras pessoas e, ao mesmo tempo, de estar ao alcance delas traz inúmeras consequências, tanto positivas quanto negativas. Uma delas é a nomofobia, caracterizada pela angústia que um determinado indivíduo sente de estar impossibilitado de se comunicar através do telefone celular. A psicóloga Anna Lúcia Spear King, pesquisadora do Instituto de Psiquiatria (Ipub-UFRJ), determina quando esse receio passa de normal a preocupante. “Se a pessoa está longe de casa e volta somente para buscar o celular, ou se fica nervosa, com palpitações quando está sem o aparelho, há indícios de um transtorno de ansiedade que precisa ser observado”, afirma.

A especialista lembra que esta fobia não é exclusiva para dependentes do uso de celular. “Quando surge uma nova tecnologia, ela afeta o comportamento das pessoas. Aquele aparelho provoca uma mudança e temos que nos adaptar”, alerta Anna Lúcia. O nome deste transtorno vem da abreviação de termos em inglês “No-mobile” (sem celular), mas está associado também ao medo de ficar sem notebooks ou outros aparelhos portáteis de comunicação. O receio de ficar incomunicável é explicado pelos pacientes. “A principal alegação dos pacientes que sofrem deste mal é que eles podem passar mal na rua e, sem contato, ficariam sem socorro”, diz a especialista.

O tratamento da nomofobia é realizado através de sessões de terapia cognitiva comportamental. “Induzimos gradualmente sintomas que provocam pânico nos pacientes, demonstrando que são inofensivos”, explica Anna Lúcia, que complementa: “Assim, o paciente percebe que as situações que passa são normais e perde o medo”, conclui a psicóloga.

Serviço

O Instituto de Psiquiatria da UFRJ atende pacientes que sofrem desta fobia em seu Laboratório de Pânico e Respiração. O endereço do Ipub é Avenida Venceslau Brás, 71, Botafogo. Mais informações pelo telefone (21) 2295-3499.
...Imagine que sua vida seja uma “floresta” e nela, existem trilhas que falam de você e em você, dos seus sonhos, do que pensa, de como age...
Permita-me que juntos possamos abrir novas trilhas de sua vida e me convide a adentrar num espaço onde residem suas experiências de vida, onde estão as pessoas que você ama, onde mesmo algumas falecidas ainda vivem, onde moram os seus fantasmas (medo, raiva, ódio, tristeza...), onde estão os seus segredos mais íntimos e as coisas familiares, mas desconhecidas, onde seus amigos têm suas moradas asseguradas, onde jorra uma inesgotável fonte de vida...

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